música


 

Há algumas semanas visitei uma casa, um lugar acolhedor que reflete um pouco das qualidades do casal que vive com sua filha ali. Ele se chama Marcelo Quintanilha, um cara bem humorado, cabeça aberta, espontâneo e inteligente. Ela se chama Vânia Abreu, mulher decidida, talentosa, de olhar manso mas de fala precisa.

Os dois, hoje, me visitam, cada um com o fruto do seu trabalho, e seus cantos povoam minha casa. Há dias que escuto esses dois, e há algo neles que me impressiona.

O cuidado com relação ao que cantam, o bom gosto na seleção de repertório e a delicadeza dos arranjos só espelham o amor que eles tem com a boa música que praticam, a boa música brasileira.

Eles são fiéis a essa cultura, são fiéis a nossa linda língua portuguesa.

Hoje eles tem mais que a custódia dos meus ouvidos. Já conquistaram meu respeito e minha admiração.

 

www.vaniaabreu.com.br

www.marceloquintanilha.com.br

 

  

 

 

 

 

O que gosta de ser essa menina

Gosta de bambolê, de ter Maria-chiquinha

Gosta tanto de ler, gosta do que vê e sente

 

Prende flor no cabelo, usa vestido de chita

Calça chinelo de dedo, na rua sempre desfila

Na passarela do ipê, dança e canta como artista

 

Gosta de pastel de queijo

Com goiabada e um beijo seu

 

Borda o seu nome num lenço

Deixa um bilhete na porta

E diz que vai voltar

 

Diz que vai voltar

 

 

(PS: outra letra de música do projeto citado anteriormente…. começo a sonhar que dê certo!)

O grito, Munch

O grito, Munch            

            O que existia naquele momento em que nossos olhos se tocaram? Fantasia? Ilusão?

Um disfarce de realidade sempre toca meus ouvidos assim que o inusitado insiste em aparecer. Um esboço de sorriso irrompeu quando ouvi dizerem teu nome, e uma página a mais se viu obrigada a dar as costas para a minha história, dando lugar a um novo conto.

Como pode o tempo esconder as tuas feições? A beleza permanecia temperando a minha memória, porém com menos intensidade. O que tua presença em minha frente fez foi alimentar-me de uma vez só das tuas lembranças. Foi quando o gosto na boca impediu-me de falar.

Simplesmente silenciei.