Em meio a nuvens e ventania o menino abre os braços e grita. Sua felicidade chega ao auge quando os primeiros pingos de chuva molham o seu rosto.
Era outono, e o frio tomava conta da cidade, invadindo lentamente os lares e os ossos. De bermudas ele não sentia as barras de gelo que eram seus pés, já sem os chinelos.
A vizinhança toda olhava pela janela aquele espetáculo singular, onde as gotas de água se misturavam ao sorriso do menino. Rico, ele tentava segurar entre as mãos o motivo de sua alegria. Era dia de fartura.
Todos na região sabiam que nos dias de chuva, sempre podia se ouvir aquele menino que dizia vender chuva.









