As voltas com o tempo
O que fazer com esse tempo e suas promessas?
Antes que se diga a verdade é bom lembrar que ele vive a me trapacear. Ele mesmo que disse que voltarias, ele mesmo que disse que ficarias, que estarias a me encher de ar os dias sufocantes, as madrugadas sem fim dos pensamentos escuros, ele mesmo que me disse tudo hoje insiste em ficar em silêncio.
É muito fácil assim, não é? Ficar nas margens enquanto sonhamos, aplaudindo de pé a descida a favor da corrente, gritando palavras de apoio, enquanto viajamos para o vale perigoso, para a parte sem saída, para o desfiladeiro, para a cachoeira.
Agora que estou sozinho, no barco, a deriva, nao te encontro pelas margens, e foges de mim quando te grito, quando te peço socorro.
Brigo contigo sim, tempo infeliz, que brinca comigo sem riscos, que chacota da velocidade em que vivo, e me abandona quando mais preciso.
Hoje tenho todo tempo do mundo, e não tenho justamente o tempo que preciso.
Legal!
Deverias postar mais vezes… ler o que você escreve faz bem pra alma.
setembro 1, 2011 às 11:26 am
Oi Maninho, lmaravilhoso isso que escreveu. Você conseguiu traduzir de forma tão clara os perrengues que passo com esse amigo vilão, que transforma a dor em anos e alegrias em segundos.
Um grande abraço,
Ilzamar.
setembro 1, 2011 às 6:52 pm
Lindo texto. E termina com uma frase que “fala” alto ao meu coração: “Hoje tenho todo tempo do mundo, e não tenho justamente o tempo que preciso”.
Parabéns pelo seu trabalho, Maninho. E que Deus o abençoe sempre.
setembro 21, 2011 às 12:59 pm
Puxa alem de cantar e tocar bem vc tb eh um poeta.sabe com esta ultima frase vc me fez voltar ao passado e relembrar o quanto o tempo eh important p nossas vidas.hoj tenho tod tempo do mundo,por estar em uma cadeira d rodas p fazer o q antes eu nao sabia:”aprender a viver”.somente isto.
janeiro 13, 2012 às 12:45 am