Cezane
Eu olhava pela fresta, pelo mínimo orifício que me dividia da parte de fora, do ar livre que repiravam e que eu não sentia, da correria, do som alto e repetitivo da vida que pulsava.
É bonito, é colorido e é abstrato. É como se a porta se abrisse, e o buraco da fechadura, que antes parecia o mundo inteiro visto daqui, já era pequeno aos meus olhos, que queriam mais, queriam ser, queriam estar.
Lá fora, nú, desprotegido, eu andei aos galopes, solto, desperto, mas atento ao que não me podia faltar depois. Os instantes com a porta aberta valem todos os segundos, e mesmo que eu não tenha mais força para caminhar, as lembranças me visitam, e meus olhos são lavados por elas, e nenhum vermelho pode mais manchar.
A vida é pequena, curta, distante e implacável. O que não se faz hoje, se perde hoje, e amanhã já se está em dívida. O tempo vai se cumprir.

Mui bom conto,do jeitinho que eu gosto e entendo…parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!
junho 23, 2011 às 12:10 am
Sei…
junho 23, 2011 às 1:05 am
deixe a verdade fluir e vc sabera que o tempo tudo concerta e faz acontecer!
junho 25, 2011 às 5:09 pm
O tempo vai se cumprir.
julho 2, 2011 às 7:14 pm
Maninho,quero lhe parabenizar pelo dia do seu aniversário.Deus te abençoe e tenha muita saude. Paz e bem pra vc e sua familia.Abraços….
julho 26, 2011 às 6:00 pm
Belas palavras!
a vida é curta mas ainda se da tempo para parar e tentar e tentar!
agosto 7, 2011 às 11:39 am
isso dói…
janeiro 14, 2012 às 1:15 am