Em meio a nuvens e ventania o menino abre os braços e grita. Sua felicidade chega ao auge quando os primeiros pingos de chuva molham o seu rosto.
Era outono, e o frio tomava conta da cidade, invadindo lentamente os lares e os ossos. De bermudas ele não sentia as barras de gelo que eram seus pés, já sem os chinelos.
A vizinhança toda olhava pela janela aquele espetáculo singular, onde as gotas de água se misturavam ao sorriso do menino. Rico, ele tentava segurar entre as mãos o motivo de sua alegria. Era dia de fartura.
Todos na região sabiam que nos dias de chuva, sempre podia se ouvir aquele menino que dizia vender chuva.

Outubro 31, 2008 at 3:52 pm
Incrivel como a delicadeza de suas palavras transbordam tanto sentimento.Já era fã do músico, do compositor.Agora, do blogueiro.Que Deus continue iluminando sua vida para que você continue iluminando a de tantos vendedores de chuva.
Outubro 31, 2008 at 7:09 pm
A riqueza desse menino respingou em mim! Que bom!
Bom poder voltar a esse espaço depois de tanto tempo de férias forçadas.
Muito obrigada Maninho.
Novembro 12, 2008 at 10:14 pm
Fantasticas palavras, e emocionante a cada letra! Sou frequentadora desse blog a tempos, só agora deu coragem de comentar. As vezes só passo aqui pra recarregar as baterias, suas palavras tem essa de serem revitalizantes.Me identifico bastante com sua sensibilidade. Obrigada por isso! Sou cada vez mais fã de suas musicas e seus escritos.
Obrigada, Maninho.