O céu abre passagem
Quando os ponteiros dizem não
Quando o momento insiste em estar
Mais próximo do sim
Talvez seja a hora
De arrumar as malas, ser vagão
Que anda sem saber o rumo
Só pelo prazer de andar
Estar no passo certo
É redundância, é a vida
Puxada na locomotiva
Que os dias atrevidos
Insistem em pegar carona
Que horas já são?
Nesse instante me devoro
No pensamento constante
Na hora que deveria ser minha
E que sem angústia controlo

Outubro 5, 2008 at 10:10 pm
É… não sei se nós que pegamos carona no tempo, ou se ele quem nos agarra e acompanha.
Sei que tenho aprendido que a vida, pra ser bem vivida, não deve se prender ao tempo. O ontem já passou, o hoje, nem vemos, amanhã, daqui a pouco já ficou pra trás. Perder tempo? Tanto faz… não vivo em função dele.
Outubro 28, 2008 at 8:36 pm
Ás vezes não temos simplesmente forças pra controlar o ritmo da vida, já que os ponteiros ditam o tom em que devemos dançar. Doi observar que na maioria das vezes deixamos a vida nos levar e perdemos nossa essencia em função do tempo.
Faço minhas as palavras de Rubem Alves: “Quem sabe que o tempo está fugindo descobre subtamente a beleza única do momento que nunca mais será”.