Alguém cruzava pelo corredor ainda cedo de manhã. Os dias eram todos iguais naquele lugar, como se vida fosse reduzida a poucos metros quadrados, totalmente cercados, de onde não se pode sair.
Havia um ruído durante a noite que não o deixava dormir. Era uma soma da respiração de tanta gente em tão pouco espaço, e os assobios ganhavam eco por entre as pilastras que dividiam os tais corredores.
No meio do ar denso, uma voz tomava forma, e trazia um bem estar que atingia a alma, e só depois disso conseguia dormir.
Anos depois, já em liberdade, resolveu ir ao encontro do dono da voz.
Ao contar sua história, calou aquele que na fita cassete cantava, enquanto se ouvia um choro misto de satisfação e alegria: Deus estava todo tempo ali, conosco!
PS: Durante o final de semana passado recebi um testemunho que talvez seja o mais importante de toda minha vida como músico. Minhas músicas foram consolo e porta de liberdade de alguém que permaneceu em uma cadeia durante 8 anos. Fui companhia para essa pessoa, que hoje esta livre, muito livre. Ganhei um abraço, e não tive tempo de perguntar nem ao menos seu nome. Quando foi embora, fiquei observando como eram seus passos, e em linha reta, cabeça baixa, só consegui ver que fazia o sinal da cruz enquanto virava a esquina. Naquele momento, eu também podia ir embora.

Setembro 16, 2008 at 10:11 pm
É moço, você nunca terá do quanto teu talento faz a diferença neste mundo.
Setembro 16, 2008 at 10:12 pm
É moço, você nunca terá noção do quanto teu talento faz a diferença neste mundo.
Setembro 17, 2008 at 10:24 am
É… Que sua voz e seu dom, continuem sendo alento aos corações sedentos.
Conforto pro coração, alimento pra alma!
Setembro 17, 2008 at 8:03 pm
Meu amigo, Maninho.
Fazendo analogia à pessoa que permaneceu na cadeira por 8 anos, posso dizer que hoje, através da sua música também sou livre. Tenho a alma livre e mais presa à Deus. Seu talento, sua música e sua poesia me ajudaram a levantar voô para perto do pai. Muito obrigado!
Assim como ela, também lhe dou um abraço.
Setembro 18, 2008 at 2:45 am
Como diria Saint-Exupery “você é eternamente responsável por aquele que cativas”. E você ainda acreditava que não cativava ninguém, ledo engano …
Setembro 18, 2008 at 9:48 pm
Médico de almas…
Deus operava o coração de um homem através da sua voz e poesia.
Desde que li “Liberdade Anunciada”, fiquei com essa música na mente, acho que ela fala bem da importância do uso dos dons e talentos:
SE A GENTE SE CALASSE
E se eu parasse de falar de Jesus Cristo
Seria como desligar uma das luzes da avenida
Seria como se apagasse alguma estrela lá no céu
A maioria das pessoas nem sequer perceberia
Mas, se milhares ser calassem
Cada qual por seus motivos
Haveria escuridão naquele trecho da avenida
E nas noites das pessoas haveria menos luz
Se houvesse menos gente que falasse de Jesus
E haveria quem pusesse outra luz
Bem no lugar da imensa luz que é Jesus
Se eu parasse de exaltar e anunciar
Jesus de Nazaré e o seu amor profundo
Haveria menos esperança neste mundo
Haveria menos esperança
Menos esperança neste mundo.
Pe. Zezinho, SCJ.
Setembro 19, 2008 at 8:02 pm
Maninho,
Só Deus para sondar a dimensão de um ministério, de um serviço.
Ver esse testemunho nos move. Não sabemos o quanto Deus age em nosso sim de cada dia. Vezes o nosso sim a Deus é sem vida, movido pela obrigação, pela rotina…
Que a fé nos mova a ver além… Seu testemunho me ajuda nisso.
Abraço
Roberto – Uberaba/MG
Ver essa libertação na vida desse indivíduo me fez pensar nisso.
Setembro 22, 2008 at 11:33 am
Primo, acredito que existem muitos outros mais… E que só saberemos na eternidade… Enquanto aqui continuo dizendo o que sempre disse: Segue firme! Precisamos de você. Se o talento vem de Deus…