
Hoje vou fazer de conta
Sair andando devagar
Como quem tem todo o tempo
E o mundo me esperasse
Hoje vou dizer bom dia
Como se o dia fosse
Já que precisa ser feito
Que seja pelo nosso desejo
Hoje o mundo me espera
Hoje o dia é bom
Hoje o amor me encontra
E o tempo que me devolva
Os dias que já perdi
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O dia era chuvoso, e os sapatos faziam um som em contato com a calçada, espalhando gotas pela rua, deixando pegadas que desapareciam em segundos.
O caminho ele não sabia, mas era movido por um sentimento de falta, algo que conseguia traduzir somente com uma palavra: Saudade.
Quando o vento o alcançava de lado, trocava os passos, segurando a jaqueta com a mão, escondendo o rosto, mesmo sem ter vergonha do que fazia. Buscava um alívio, buscava uma cura.
Quando chegou à porta da casa, viu aqueles olhos através da janela. Prendeu a respiração durante alguns segundos.
Olhou, sorriu, respirou.
Voltou…
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Havia uma maneira de conseguir sua atenção. Enquanto cantavam o menino sentava sobre os tornozelos, e por ali podia ficar horas, somente escutando.
Os homens costumavam cantar enquanto batiam seus martelos, e as melodias enchiam o ambiente de calor no inverno gélido do sul do país.
Quando o mandavam para casa, o menino não se movia.
Já está na hora!!! Sempre diziam.
O menino apontava para seu punho, onde havia desenhado um relógio, dizendo para si mesmo: no meu tempo sempre há tempo.
E os homens cantavam mais uma canção.
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Toda vez que a porta rangia e o vento gelado percorria os cômodos da casa a sensação do menino era a mesma. Um tremor parecia brotar de dentro dos ossos, e escondido entre as cadeiras da cozinha ficava horas até alguém chamá-lo.
Venha cá, senão te arranco a cabeça! A frase soava tão corriqueira que o menino já acostumado levantava aos prantos antes mesmo da dor chegar.
Todos os tapas e esmurros não chegavam aos pés do medo da frase se concretizar. Na imaginação do menino, as palavras da mãe eram um fantasma com o qual tinha de viver até ser vencido.
Meu telefone toca, e na emergência alguém me chama. Desço as escadas apressado. Uma mão inchada, a outra não enxergo.
Tudo é tão rápido, e o menino só fala de um alicate, e eu em silêncio só penso em Deus.
O menino pergunta se vai doer, e em seguida me pede a mão. Eu a ofereço, e em troca não recebo a dele, e sim sua cabeça.
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Onde quer que apareça
Parece deixar um pedaço seu
Como fragmentos
Faíscas e lampejos
Da luz que já se foi
Onde quer que esteja
Força-me a estar vivo
Conta-me uma história
Que não me deixa dormir
Depois vai embora
Apagando a luz do quarto
Levando meus pensamentos
Atrás de mim há um rastro
Dos restos que um dia fui
Quem sabe um dia alguém verá
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Como vocês podem ver estamos reformulando algumas coisas no site. O blog agora estará sempre ativo tanto pelo link no site www.maninhoonline.com.br/blog como diretamente no www.maninhoonline.wordpress.com .
Espero não ficar mais sem vocês…
Abraços a todos
Em breve coloco algo legal aqui, quem sabe uma letra de música, um poema, um texto….. Estou aberto a sugestões…..